terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Os Aspectos Básicos dos Chakras – Introdução ao Estudo dos Chakras – Parte I

Na Shiva Samhita (cap.2), Shiva claramente exprime a conhecida afirmação yogue: “Assim como é no macrocosmo, assim será no microcosmo.” Ele diz:

dehe ‘smin vartate meruh saptadvipasamanvitah
saritah sagaras tatra kshetrani kshetrapalakuh
rishayo munayah sarve nakshatrani grahastatha
punyatirthani pithani vartante pithadevatah
srishtisamharakartarau bhramantau shashibhaskarau
nabho vayushcha vahnishcha jalam prithvi tathaivcha
trailokye yani bhutani tani sarvani dehatah
merum samveshtya sarvatra vyavharah pravartate
janati ya sarvam idam as yogi natra samshayah
brahmandasamsnaake dehe yathadesham vyavisthitah

Um aspirante ao Yoga deveria ver em sua própria espinha dorsal (meru) as sete ilhas (chakras), os rios, os oceanos, as montanhas, os guardiões das oito direções, os videntes (rishis), os sábios (munis), as estrelas e os planetas e todas as constelações, todos os lugares sagrados (tirthas), os lugares de poderes especiais (siddha pithas) e suas divindades, o Sol e a Lua, e a fonte primordial de criação, preservação e destruição.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Um breve Passeio pela História da Astrologia – Da Renascença ao século XX – Parte III (final)

Então pessoal, este é o terceiro e último texto da série sobre o resumo da história da astrologia. Se você está aqui mas não leu os outros textos é importante que os leia para uma melhor compreensão.  Aqui estão eles:
Mas vamos a parte III.

Renascença

A astrologia viveu um momento de grande prestígio durante o Renascimento. O número de astrólogos não parou de crescer e todas as pessoas, da alta sociedade às grandes massas, acreditavam na predição dos astros.
Em relação aos métodos, parece que pouquíssimos aspectos na correnta árabe-latina eram diferentes daqueles da Idade Medieval. No entanto, surgem pensadores que seguiam as ideias de Ptolomeu, que criticam o pensamento árabe e fazem
uma “reforma” na astrologia, seguindo a linha das obras de Kepler.


Uma guinada importante no pensamento renascentista foi a derrubada de da teoria geocêntrica por Nicolau Copérnico, mudando a ideia de que não é a Terra o centro do Universo, mas sim o Sol, de maneira que a Terra e outros planetas orbitam em torno dele. Apesar de a astrologia continuar fortemente ligada ao geocentrismo, essa mudança não fez com que a crença nas predições dos astros desaparecesse. 

Inclusive, o próprio Copérnico acreditava nas influências plantarias. Da mesma forma, tycho-Brahé – mestre de Kepler – não foi somente um astrônomo de renome, como também um astrólogo convicto na prática da elaboração de horóscopos. Como afirma Martha Pires: “É do ponto de vista da terra que percebemos os movimentos celestes. É da Terra que fazemos nossos referências e plasmamos infinitudes’.”
Na Renascença, poucos pensadores realmente condenavam a astrologia, e quando o faziam, a motivação era científica, e não religiosa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Um breve Passeio pela História da Astrologia – Da Grécia ao Ocidente Medieval – Parte II

- Para uma compreensão mais exata deste texto e do próximo, é interessante a leitura da parte I (clicar aqui). -
Grécia e Roma
 
Muito antes das conquistas de Alexandre, os pensadores gregos foram ao Oriente em busca de conhecimento. Platão e Aristóteles acreditavam firmemente na influência direta dos astros sobre os homens. Pitágoras, iniciado na Babilônia, introduziu a astrologia na Grécia. Sua obra Doutrina da harmonia das esferas, do século VI a.C., amplia o saber astrológico e astronômico até então desenvolvido.
Por volta de 300 ou 400 a.C., os caldeus se espalharam e levaram seu conhecimento consigo. Os gregos assimilaram com muita facilidade a cultura da Mesopotâmia, e começaram, então, a desenvolver a precisão dos cálculos e o rigor do sistema astrológico. Um exemplo disso foi Hiparco (160-120 a.C.), que introduziu na Grécia a circunferência de 360 graus e aperfeiçoou os cálculos relativos à precessão dos equinócios.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Um breve Passeio pela História da Astrologia – Da Mesopotâmia a América Central – Parte I

Esta série contará com três textos e tem como objetivo clarear em nossa mente sobre a história dessa tão curiosa fonte de saber: A astrologia. Espero que aproveitem este ótimo conteúdo. Vamos lá.

Sem sombra de dúvida, a astrologia é um saber milenar. Todavia, é muito difícil, se não impossível, datar com exatidão a sua origem. Não obstante, é curioso pensar que quase todos os animais mantêm os olhos presos ao chão, mas os humanos, diferentemente, dirigem o olhar para o lado oposto, contemplando o céu e o movimento dos astros. Desse modo, pode-se dizer que a astrologia teve início quando o homem olhou para o firmamento e estabeleceu as primeiras correlações entre os fenômenos celestes e os acontecimentos na Terra.
Um dado importante a ser mencionado é a estreita relação, até mesmo indistinção, durante milênios, entre a astrologia e a astronomia, já que ambas baseavam-se em conhecer o movimento dos astros com precisão. Martha Pires Ferreira cita no livro Metáfora dos astros, que “(...) existem registros que seu conhecimento se situa em época bem remota, mais de 26000 a.C.”, e que “nesta fase proto-histórica, pastores e agricultores já haviam constatado a importância da ordem celeste.”

domingo, 5 de outubro de 2014

O Dom de Prever

    Quem no âmbito mágico dos dias atuais não se interessa por um tipo de técnica de adivinhação? 
Pois é, difícil imaginar. 

    Em nossos dias tão corridos, com mil possibilidades e rotas possíveis, por quê não usar de magia para ganharmos uma dica de para onde ir, como ir, ou o contrário?
    
Geralmente, o interesse pela adivinhação vem desse preceito. Todos querem ganhar um pouco de controle sobre o seu destino ( destino ? ) e também obter o conhecimento sobre o destino de vidas de outrem. O texto a seguir é sobre o poder de adivinhar, de prever. No fim deste, você perceberá o tanto de tempo que você desperdiça sendo dependente do seu tarô, runas, búzios, etc. Vamos lá.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Os Oráculos e a Fixação por Respostas

Em nossa jornada pela espiritualidade, estudamos diversos assuntos. Tanto assuntos mais interessantes para nós, quanto outros que não interessam tanto, mas que são de extrema necessidade para nosso conhecimento no geral. Mas cedo ou tarde, o buscador se interessa em estudar um assunto muito famoso e que pode ser não muito bem compreendido por alguns, pois mexe tanto com aspectos de nosso interior, quanto com aspectos do meio externo, estou falando dos oráculos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Você sabe como a Lua influencia a SUA Vida?

Desde o começo das eras, fala-se muito na Lua e sobre a influência de suas fases em vários âmbitos de
nossas vidas. Na agricultura ela diz quando é tempo das plantações crescerem e morrerem, na pesca, ela diz quando a maré estará alta e quando estará baixa, pode dizer também sobre as estações, sobre o crescimento do cabelo, sobre o tempo certo para fazer tais trabalhos, enfim, vemos desde os tempos antigos que a Lua tem grande influência nos ciclos naturais, desde o nascimento, até a morte ( começo, meio, transformação).

Venho por meio deste texto, perguntar se você, leitor desconhecido, já parou alguma vez para notar as influências da Lua em sua vida, ou na vida das pessoas ao seu redor.

Se sua resposta for não, é hora de começar a analisar, pois como a Lua mostra para os agricultores quando é a hora de semear e de colher, ela pode mostrar também, para nós, em vários aspectos de nossas vidas, quando começar algo e quando é hora de findar.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Levitação, Kinesis e Clarividência - Uma breve resenha

Faz tempo que não posto por aqui, o motivo é a falta de tempo, mas o que importa é continuar com os textos. Agradeço à todos que estão curtindo as postagens da página no facebook ( facebook.com/aluadecaim ) e também ao crescente número de visualizações no blog ! :D Mas vamos ao assunto.

Hoje em dia, o número de jovens que querem trilhar seu caminho na Senda cresceu muito, isso devido à abordagem fantasiosa em que o oculto aparece nas mídias do mundo globalizado. Geralmente a pessoa
assiste uma série ou um filme qualquer, depara-se com tal palavra e acaba encontrando muito mais ao pesquisar na internet, muitas vezes encontram técnicas mirabolantes que teoricamente ajudariam a pessoa a fazer o mesmo que aqueles artistas de filmes fazem com seus bastões e suas adagas 'mágico-fenícia-ancestral da luz'.

Agora chegamos ao título do texto. Escolhi esses três dons, por quê são os que mais vejo as pessoas procurando sobre, principalmente quando começam a caminhar sob as estações, obviamente que são apenas três, mas lendo o texto, você poderá expandir isso para vários outros e para várias outras situações.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A Magia Rúnica

A magia rúnica básica é essencialmente talismânica e consiste em atrair as propriedades de uma Runa ou de
uma combinação delas para a esfera pessoal do mago, operação que se realiza com a gravação das Runas apropriadas nos objetos/locais que devem ser imantados e a invocação dos deuses a elas relacionados para que estes abençoem a sua intenção. No passado, podíamos ver Runas gravadas nas paredes das casas, em canecas, espadas e escudos, só para citar alguns exemplos. Bernard King, no livro Elementos das Runas, cita um exemplo tirado do Sigrdrifomál:

Runas de triunfo, se desejar
Você irá gravar no punho da espada,
Algumas na bainha, algumas na lâmina,
E evocar Tyr duas vezes.


Originalmente, os diferentes povos de língua germânica formavam o que denominamos formalmente de religião teutônica mas que pode ser conhecida pelos nomes Galdr ou Odinismo, Ásatrú (um termo do

sábado, 31 de maio de 2014

A Lua Negra e suas Mortes

Em nossa vida passamos por diversos ciclos e situações. Situações estas que refletem em todo nosso quadro evolutivo, trabalhando nosso interior e exterior de uma forma individual para cada um e nos mostrando onde estamos errando, onde estamos acertando e em que devemos melhorar. Venho aqui hoje, falar da parte epiloga, do fim, mas não apenas do fim, e sim do seu papel em nossa vida mágica e espiritual.

Ou seja, falaremos de um dos simbolismos da Grande Soturna ou como é mais chamada, Lua Negra.

É inevitável notar o quanto a morte está presente em nossas vidas, ela é, sem dúvida alguma, a certeza mais latente da vida. Mas não existe apenas um tipo de morte.
Existem as mortes rotineiras, de todos os dias, aquelas mortes em que deixamos atitudes para trás, que pensamos e resolvemos deixar de lado tal sentimento;

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Princípios da Alquimia

“Escuro e nebuloso é o início de todas as coisas, mas não o seu fim.”

A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida. 

O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho. A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sabia que seu vizinho pode te ensinar Magia?


-Quis escrever esse texto por quê papagaios domésticos só falam português.-

Você chegou em casa, cansado ( ou não ) e resolveu que queria acessar a web. Daí viu em algum lugar, que o A Lua de Caím postou um texto novo, com o título um tanto incomum. Resolveu entrar e ver do que se tratara.

E desta pequena introdução, se analisarmos bem, já fazem parte no mínimo 5 pessoas.

 Você, a pessoa que trata do servidor de sua internet, a pessoa responsável por manter a publicação do texto novo em sua página/grupo/timeline, eu que estou a escrever o texto e a pessoa que cuida da minha conta no blogspot e deixa-a no ar. E se formos continuar com esta rede, os caracteres disponíveis não comportariam a imensidão desta teia.

Mas o que isto tem a ver com magia? O que isto tem a ver com o título do texto?

domingo, 11 de maio de 2014

Conceitos Básicos de Astrologia

A palavra Zodíaco, que pode se traduzir como “Roda da Vida” (também como Roda animal), é a seqüência das doze constelações que se encontram de um e de outro lado da eclíptica, ou seja, do plano curvo imaginário no qual o Sol percorre num ano a totalidade da esfera celeste.

Em seus percursos os astros desenham formas diretamente ligadas à sorte da Terra e de seus habitantes, os homens, membros ativos do sistema. Estas condições nos marcam e nos servem para conhecer nossos limites, determinados primeiramente pelo lugar e pelo tempo de nosso nascimento e, a partir de tais limites, poderemos optar pelo ilimitado como fundamento de toda ordem verdadeira.

Desde o começo dos tempos, os astros escrevem no céu uma dança contrapontística e harmônica de formas e ritmos computáveis para o ser humano que, sumido no caos de um movimento sempre passageiro, toma essas pautas como mais fixas e estáveis no decorrer constante de noites e dias que tende a se confundir num amorfo sem significado. Estas pautas condicionam sua vida, tal qual a cultura em que nascemos, sujeita ao
devir histórico e à determinação geográfica, também não alheios à sutil influência de planetas e estrelas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Por que ter e como criar um Diário Mágico?

Como havia dito, o A Lua de Caím está com uma parceria com o site Ocultismo Brasil. Este é o primeiro texto extraído de lá. Aproveitem!

O processo de escrita de um diário mágico é talvez o procedimento mais esquecido dentre os círculos de estudo atuais. Muitas vezes nos questionamos se obtivemos efeitos oriundos de nossas práticas e a resposta para esta pergunta não pode ser obtida se não tivermos com o que comparar e nivelar
supostos efeitos. Para que possamos fazer isto, a ferramenta que devemos utilizar é nada mais nada menos que o diário mágico. Sua construção e uso não é o foco deste artigo, mas sim a importância de construirmos tal ferramenta e como seu uso influencia nossos resultados e avanços na Senda.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Senda entre a Pomba e a Serpente

" Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas." Mt 10:16


Desde que nascemos nos deparamos com a dualidade das coisas, vemos ela em tudo que fazemos, desde o acordar até o deitar. A dualidade está presente em cada passo que damos em nossas vidas ( um pai e uma mãe, um dia e uma noite, um falo e uma vulva, etc.) ,desse modo, obviamente também não se descarta a visão disto num âmbito mágico.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Nova Parceria com o site Ocultismo Brasil !

E aí pessoal, beleza?
Então, esse texto é apenas para falar sobre a nova parceria do A Lua de Caím com o site Ocultismo BRASIL.

Ocultismo BRASIL é um site que está a pouco tempo no ar, mas que já chama atenção de muitos estudiosos da Senda. É dirigido pelo amigo Jeff Alves, que também administra e escreve no site que também já é muito famoso nesse meio, o O Alvorecer. O site aborda temas dos mais variados, mas todos num âmbito espiritual.

Tendo em vista o interesse de ambos em dar aos leitores um leque cada vez mais diversificado de assuntos para estudos, foi feita a integração dos dois sites, visando uma ampliação no número e na qualidade de conteúdos abordados.

É isso, pessoal! Em breve postarei o primeiro texto do site Ocultismo BRASIL. Aguardem.

Até mais e que a Grande Alva os abençoem.

sábado, 12 de abril de 2014

Um Sistema Chamado Magia Enochiana

Este trabalho visa uma breve introdução ao sistema magicko conhecido como Magia Enochiana, direcionado aos iniciantes que desejam conhecer as bases do mesmo antes de lançar-se a um estudo mais profundo. Serão apresentados um breve histórico, o alfabeto, técnicas de pronúncia, as Tábulas, uma visão geral das entidades envolvidas e um rápido resumo das técnicas.

Histórico

A Magia Enochiana é um poderoso sistema mágico (não uma Tradição, deve-se notar) que utiliza uma antiga linguagem apresentada ao homem moderno pelo mago John Dee e pelo sensitivo Edward Kelly no século XVI. Utilizando-se de uma coleção de cristais e pedras Kelly comunicou-se com formas de inteligência angélicas, enquanto Dee dirigia os experimentos, cuidava dos procedimentos e anotava os resultados de cada seção. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Regentes Planetários e Elementais dos Cristais

Como sabemos, tudo pode ser analogado aos planetas, e os cristais não estão fora disso. Cada cristal possui uma energia diferente e as mesmas podem ser assimiladas a energias de determinados planetas como vemos a seguir. Isto pode influenciar tanto em como vamos trabalhar quanto em nosso conhecimento. Sabendo que tal cristal tem energia de tal planeta você se conecta com o cristal mais facilmente e aprende mais sobre o planeta em si.

SOL
Essas pedras são úteis em assuntos legais, cura, proteção, sucesso, iluminação, energias mágica e física. As
velas usadas nos rituais com essas pedras são geralmente laranja ou douradas. Âmbar, olho-de-tigre, calcita laranja, pedra-cachimbo, cornalina, pedra-do-sol, cristal de quartzo, topázio, diamante, zircão, enxofre.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Saber, Querer, Ousar e Calar - Os quatro pilares da Magia


"Para chegar-se ao Sanctum Regnum, isto é, à ciência e ao poder dos magos, quatro coisas são indispensáveis: uma inteligência esclarecida pelo estudo, uma audácia que nada faz parar, uma vontade que nada quebra e uma discrição que nada pode corromper ou embebedar.

Saber, Ousar, Querer e Calar - eis os quatro verbos do mago que estão escritos nas quatro formas simbólicas da esfinge. Estes quatro verbos podem combinar-se mutuamente de quatro modos e se explicam quatro vezes uns pelos outros."
-Eliphas Levi, Dogma e Ritual de Alta Magia.


Em magia fala-se muito no termo " Saber, querer, ousar, calar " ( há algumas 'ramificações' da frase, mas particularmente, acho esta a correta). Sabe-se que ele tem um motivo para existir, é nesta máxima que se encontra o
fundamento primordial da magia, e é com elas que geralmente segue-se na Senda.
Estes termos saber, querer, ousar, calar referem-se não há algo comum, mas em como agir quando trabalhamos magicamente, ao meu ver, de todas as ' regras ' existentes no mundo mágicko, esta está entre as mais coerentes.

O SABER mágico é preciso e imprescindível antes de realizarmos qualquer trabalho esotérico. Não apenas o saber sobre o que se está fazendo, mas também o saber sobre si mesmo, sobre seu microcosmo. Esse SABER abrange não só o que diz respeito ao trabalho mágico que você está prestes a realizar em magia,
mas também avisa para saber o que acontece com você, pois o 'saber interior' é muio importante e, com certeza, irá interferir em qualquer prática que faça. Realizar algum procedimento mágico sem ter NENHUM conhecimento é muito perigoso e pode trazer resultados não desejados.

Existem também pessoas que recebem insights de ritos, etc e não gostam muito de verificar se aquilo que ''veio'' tem fundamento ou não, mas devemos lembrar que nem todas as intuições que temos vem de alguma fonte ''boa''. Imagina se você está lá de boa no sofá e intui que deve se cortar e oferecer seu sangue à Lua e só depois descobre que não era Selene que falava e sim um demônio... 


Então, por via das dúvidas, o melhor mesmo é procurar ir saber, a não ser que você tenha certeza de que seguir aquela intuição será benéfico. Saber também O QUE você quer, porquê você quer, quais são seus motivos, medir e avaliar estes motivos, ver também se vai interferir na vida de alguém, enfim, você deve, antes de qualquer coisa, buscar o SABER.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Seidhr - Técnica do Seidhr Oracular - Parte II ( final )

Este é o segundo e último texto do artigo sobre " Seidhr " , se este é o primeiro texto que está a ler, peço que antes dê uma olhada na Parte I e leia mais sobre esta técnica que é tão antiga quanto maravilhosa.

Como havia prometido, aí está uma técnica de Seidhr ( foi a mais confiável que consegui ). Gostaria de lembrar também antes do texto que toda prática mágica ( a maioria , pelo menos ) oferece algum risco à nós, então, se você não possui conhecimento sobre magia nórdica, mitologia nórdica, símbolos, xamanismo, técnicas básicas de magia, entre outros, não aconselho este procedimento. Estude, aprofunde-se e volte aqui quando sentir-se apto. Mas enfim, Vamos ao texto!

A condição básica para um candidato a seidhkona ou seidhmadr é a sua habilidade de entrar em estado alterado de consciência (transe), independentemente do método de indução (canto repetitivo, batidas de tambor, danças, meditação dirigida ou técnicas de respiração e visualização).

segunda-feira, 24 de março de 2014

Seidhr - O Xamanismo Nórdico - Parte I

Quero, antes de tudo, dedicar este texto à uma pessoa muito especial, que tem tudo a ver com o texto descrito abaixo. Um beijo pra ti ( quando ler, saberá que é você)!

Bom... O texto descrito abaixo é o primeiro de dois ( já que ficaria muito extenso pô-los aqui juntos). O segundo contará com uma técnica. Acompanhem! ( clique AQUI para ir a parte 2 com a técnica)

Seidhr exerce um grande fascínio sobre a mente moderna graças à aura de mistério e magia que foi criada em torno das suas práticas, consideradas “sinistras, perigosas e obscenas”, pelos estudiosos cristãos.
Existe muita controvérsia a respeito do significa do e do uso de seidhr, um termo traduzido como “borbulhar, ferver”, referência ao intenso estado físico, emocional e energético obtido pelo transe e necessário para a realização de um profundo trabalho mágico.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Uso Mágico dos Fluidos Corporais

O assunto a seguir deve ser interpretado mais como conhecimento analítico do que teórico, haja vista que seu caráter empírico, em vez de pura especulação, pode ser experimentado por qualquer iniciado de qualquer escola. Em adição, muitos magistas não verão nada inédito aqui, apesar de eu não me lembrar de ter visto este assunto escrito desta maneira. O que exponho adiante é um breve apanhado de minhas observações pessoais concernindo à eficácia dos fluidos corporais como “carregadores” (do conceito caoísta já consolidado em inglês como ‘charging’) de sigilos pictográficos. Autores recomendados para leitura suplementar são Peter Carroll, Ralph Tegtmeier (Frater U.:D.:), Michael Staley, Dave Lee e Jaq D. Hawkins, bem como o artigo Indocrination, postado pelo caoísta Max em alt.magick.chaos e noSpiral Nature. Além disso, uma introdução à Cibermagia (Cybermagick), campo ainda em desenvolvimento, poderia tirar algumas dúvidas e corroborar o que é proposto aqui.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O Exotérico e o Esotérico

Existem duas espécies de conhecimento: exotérico e esotérico.
Vejamos o que significam estes termos. Segundo os dicionários, “Exotérico” vem do grego exoterikós e refere-se ao ensinamento que em escolas da Antiguidade grega era transmitido ao público sem restrições, por tratar-se de ensinamento dialético, provável e verossímil.

“Esotérico” vem do grego esoterikós e refere-se ao ensinamento que era reservado aos discípulos completamente instruídos nas escolas filosóficas da Antiguidade.




Por extensão, todo ensinamento ministrado a círculo restrito e fechado de ouvintes.
Em filosofia, diz-se dos ensinamentos ligados ao ocultismo.
Como vemos, o conhecimento exotérico diz respeito basicamente ao mundo dos fenômenos. É o conhecimento aprendido e acumulado pela raça humana, no mundo físico em que habita. É o conhecimento deste mundo físico, do meio ambiente mais imediato, da adaptação física ao mundo; é o conhecimento das leis que parecem se manifestar, como o movimento dos objetos no espaço, as marés, as mudanças de estações, a gravidade e inúmeras outras.

Por outro lado, todo o conhecimento que não pode ser isolado, confinado, ou descrito em termos de fenômenos físicos, é classificado como conhecimento esotérico.

Para aqueles que aceitam uma filosofia idealística, o conhecimento esotérico é um fato e as verdadeiras realidades do universo estão compreendidas no âmbito deste conhecimento. No entanto, é impossível encontrar prova ou confirmação da existência de qualquer forma de conhecimento esotérico, no mundo físico. Uma tal prova ou confirmação deve, necessariamente, provir de uma condição que transcende o físico. A validade deste conhecimento, segundo o idealista, e segundo os princípios da filosofia templária, depende de sua concordância ou conformação com o Absoluto.

O conhecimento exotérico ou conhecimento do mundo exterior é aquele que percebemos através dos sentidos físicos. Podemos ver, tocar, ouvir, provar pelo paladar e cheirar as coisas que formam o mundo que nos cerca. No entanto, se fizéssemos uma analise técnica da epistemologia, que é a ciência da natureza e validade do conhecimento, poderíamos levantar sérias dúvidas sobre a percepção do mundo real pelo homem. Será que percebemos realmente o mundo material, ou percebemos apenas impressões dele?

O âmbito deste discurso não nos permite tocar, senão de leve, neste assunto. Sabemos, por exemplo, que ao cheirarmos uma rosa, recebemos uma certa impressão; mas será esta impressão proveniente da própria rosa ou será ela resultante de certas reações químicas que ocorrem quando a rosa é aproximada à nossa faculdade sensorial do olfato? Cheiramos a rosa ou cheiramos a alteração química do ar causada pela rosa?

Desenvolvemos nossas atividades no mundo físico e, por isso, acreditamos que percebemos de maneira essencialmente correta aquilo que realmente existe. Percebemos os objetos substancialmente como são, e a razão de assim acreditarmos é o fato de podermos lidar com eles, até certo ponto. Por conseguinte, nosso mundo de atualidade está relacionado com o nosso mundo de pensamento, pelos canais dos sentidos físicos.

Como decorrência de nossas percepções sensoriais, capacitamo-nos a tirar conclusões, em nossa consciência, sobre a existência, uso e aplicação que fazemos das coisas exteriores. A faculdade da percepção sensorial física, portanto, é o canal que nos une ao conhecimento exotérico, na qualidade de entidades pensantes.



O conhecimento esotérico, por sua vez, não pode ser percebido ou apreendido por meio dos sentidos físicos. Além disso, sabemos que o homem não se apercebe do conhecimento esotérico exclusivamente pelos processos da razão; a associação de ideias, embora seja um processo, uma faculdade do homem,
com existência potencial em sua mente, não é, em si mesma, uma função criadora suficiente para produzir conhecimento novo.

A razão consiste na ordenação de uma sequência correta, ou o arranjo, numa certa forma, de conhecimentos obtidos pelos sentidos físicos. Isso nos leva a buscar uma outra fonte, caso desejemos obter conhecimento esotérico.

Esta fonte é a intuição. Em geral, considera-se a intuição como um meio direto, imediato e seguro de obter o conhecimento que dispensa tanto o fator dedução lógica, que está presente na razão, como o fator observação sensorial, associado com as nossas experiências do dia-a-dia. O conhecimento intuitivo existe fora do mundo dos fenômenos, devendo ser obtido por um meio capaz de transcender qualquer limitação física.

Um garoto preferiu jogar futebol em vez de ir à Escola Dominical. Quando voltou para casa, ficou surpreso ao encontrar sua mãe preocupada por ele não ter comparecido à escola. Sua mãe tivera um pressentimento, uma ideia, de que o garoto não fora à Escola, sem que nenhum sentido físico estivesse envolvido nesse pressentimento. A partir daquele dia, o garoto passou a olhar com muito respeito a forma de conhecimento chamada intuição.

Parece-nos inútil negar a existência deste tipo de conhecimento. Ocorrem continuamente inúmeros exemplos que confirmam sua existência, incontáveis experiências em que as pessoas adquiriram um conhecimento não originado do funcionamento dos sentidos físicos.

Aprendemos muitas coisas pelo meio direto e imediato da intuição, por se tratar de uma forma de percepção, um processo no qual o conhecimento vem à consciência diretamente e, com certeza, é opinião de muitos que tal conhecimento existe e chega à nossa consciência através de um sexto sentido.

Muitos psicólogos concordarão com o fato de que muitas pessoas recebem a solução de um problema por inspiração. Mas eles tendem a negar que esta percepção constitui prova suficiente da existência de uma faculdade intuitiva especial, mesmo não podendo negar o fato de que o conhecimento inspirado veio realmente à consciência.

Há uma relação íntima entre intuição e misticismo. Visto que o misticismo é a base fundamental da filosofia templária, devemos sempre, em última análise, correlacionar qualquer princípio que consideramos como filosofia com o conceito básico do misticismo.

A intuição, que conforme sabemos, funciona em diferentes tipos de situações cognitivas, é, em seu significado geral, aquilo que diz respeito ao súbito sentimento que uma pessoa tem de um certo conhecimento, para o qual não há nenhuma prova aparente, além do poder que a convicção estabeleceu no interior da consciência.

Muitos exemplos da função da intuição ocorreram com notáveis figuras históricas, por meio de visões, iluminação interior, vozes interiores e outras experiências deste gênero. Comumente, essa intuição tem o efeito de transformar repentinamente os conceitos metafísicos, morais e religiosos da pessoa. Em muitos casos, esses incidentes provocaram uma completa reorganização de toda a vida. Em todas as épocas e lugares, incidentes desta natureza têm sido experimentados por muitas pessoas.

Em um famoso trecho de “O Simpósio”, afirma Platão que, após tentar laboriosamente ascender ao reino de ideias que existe no Absoluto, pela disciplina de várias formas terrenas de existência, tornou-se capaz de alcançar uma visão da beleza eterna que transcende toda a beleza física.

Sócrates e Joana D’Arc, muito diferentes em suas crenças, cultura, época e lugar onde viveram, ouviram vozes interiores em momentos críticos da vida, e encontraram um caminho para a realidade através do conhecimento assim revelado. São Paulo teve uma visão na estrada para Damasco que o transformou, de perseguidor da cristandade, em seu melhor defensor.

Estas formas de intuição caracterizam a maneira como o conhecimento está relacionado com a experiência mística.

Qualquer um de nós pode experimentar a intuição, e efetivamente nós a experimentamos, em muitas e diferentes situações da vida. Os exemplos históricos foram dados apenas como ilustração, pois a intuição é um fenômeno universal e nos permite resolver os mais variados problemas, além de nos dotar do conhecimento esotérico que nos eleva e refina.

O místico é a pessoa capaz de elevar sua consciência ao ponto em que transcende o mundo físico em que vive, a ilusão do mundo, e alcança a percepção de que existe uma realidade divina com a qual pode sentir-se uno. Para o místico, o conhecimento consiste na capacidade de perceber o Absoluto, de se relacionar com Deus, de se elevar acima das limitações do mundo dos fenômenos físicos e entrar em contato, individualmente, com o reino do conhecimento esotérico.

Entre o conhecimento exotérico e esotérico, qual o mais importante? Em certo ponto, é mais importante obtermos o conhecimento esotérico. Não podemos esquecer, entretanto, que estamos destinados a viver num mundo físico e alcançar a compreensão dos princípios que o regem. O universo não foi criado por Deus para divertimento e espanto de Suas criaturas. O agnóstico pode reconhecer que existe uma realidade e ao mesmo tempo afirmar que o homem nunca poderá conhecê-la.

Há um véu, entre o homem, em seu estado atual, e Deus; esse véu, porém, pode ser levantado, o santuário pode ser visitado, o incognoscível pode se tornar cognoscível. O caminho para o incognoscível desenvolve-se pelo conhecimento. É por meio da ilusão daquilo que parece ser a realidade que podem nos aproximar do conhecimento da verdadeira realidade, e apreendê-la. O homem não passa de um espelho do universo, um pequeno mundo no interior do grande mundo. Mas mesmo este pequeno mundo faz parte integrante da realidade e de tudo aquilo que a criou.

Se aceitarmos a existência do conhecimento esotérico e o ponto de vista da filosofia idealística proposta pelos templários, compreendemos que somos entidades existentes no interior de um mundo físico, lutando para nos libertar dele para alcançar a completa e final fusão com o Real. Para a pessoa comum, que não costuma pensar, pode parecer que tudo seja realidade e ilusão.Ou seja, ela tende a presumir que tudo que pode perceber é realidade e tudo mais é ilusão. Essa pessoa pode presumir que apoia um conceito religioso ou uma filosofia básica, mas na verdade acredita que tudo que não pode ser comprovado fisicamente pertence puramente ao mundo da ilusão.

Este conceito será invertido para a pessoa que verdadeiramente busque o conhecimento esotérico. Ela verificará que vivemos num mundo de ilusão (que todo o mundo físico existe apenas como instrumento incidental, um lugar incidental de ação). Em nossa vida, lembramos com prazer ou mágoa uma paisagem, uma cidade, uma ocasião, dependendo da impressão que nos tenham causado. Talvez nunca vejamos novamente aquele lugar, que foi um incidente isolado na experiência global de nossa vida. Do mesmo modo, cada vida terrena que experimentamos será como um incidente isolado na totalidade da nossa existência, quando alcançarmos o ponto em que poderemos olhar para trás e examinar o propósito de nosso ser individual. Graças às nossas experiências nessas vidas terrenas isoladas, teremos experimentado o que é real e o que é ilusório, e entrado em completa e final associação com o Real. Somos a essência da totalidade dessas vidas.




Portanto, a totalidade da existência inclui o bem e o mal, a luz e as trevas, o exotérico e o esotérico, o
material e o espiritual. Todas estas coisas dizem respeito ao mundo dos fenômenos. Deus é a força que se infunde em tudo isso; Ele está em tudo e a tudo transcende. Se podemos chamar esta manifestação de substância da existência, natureza do Absoluto, então podemos compreender que Deus é a existência de todas as coisas. Ele é Luz Absoluta, e transcende o oceano de ilusão que constitui o mundo em que vivemos.

Com este ponto de vista em mente, parece impossível contestar a existência da alma, que é um conceito puramente esotérico. O fato de haver ou não uma vida após a morte, não é importante; existe prova da continuidade do Ser e por isso é lógico admitir a continuidade da vida. Quaisquer que sejam os imensos períodos de tempo a se estenderem diante da alma, em suas jornadas por muitas experiências físicas e seus muitos corpos físicos, existe ao mesmo tempo uma consciência a se ampliar constantemente, uma visão a se expandir infindavelmente, que tem por fim a final integração com o Absoluto.

A imortalidade é a única existência de que estamos conscientes. É um outro nome para a existência total e inclui o passado, o presente e o futuro. Toda a vida, tal como compreendida na imortalidade, pode verdadeiramente proporcionar maravilhosas experiências. Agora, ou no futuro, a verdade e os ideais podem ser apreendidos. Estes são os valores reais, que podem se tornar conhecidos para o homem através dos sentidos físicos e da intuição, ou seja, exotérica e esotericamente. Eles existem eternamente. Nada é destruído; a ideia de total destruição de uma consciência individual pode ser abandonada.

O universo, com tudo que contém, deverá ser finalmente reabsorvido por Deus, de onde emanou, mais enriquecido, de um modo misterioso, para sua existência em termos de tempo e espaço.

A gota que cai no oceano não se perde, apenas torna-se unificada com sua fonte. Podemos facilmente compreender que as possibilidades que se abrem ante a alma confinada neste universo de ilusão podem incluir muitas experiências de fantástica beleza. Podemos nos sentir seguros de que as experiências reservadas para a alma, quando a realidade tiver sido completamente compreendida, deverão ser indizivelmente mais gloriosas.

Por meio do conhecimento exotérico, compreendemos o mundo dos fenômenos. Por meio do conhecimento esotérico, intuitivo, espiritual, emocional e místico compreendemos, cada vez mais, os mistérios do reino da Realidade Absoluta, e dele nos aproximamos e nele mitigamos a nossa sede intrínseca de perfeição.

MENTES E CORAÇÕES ABERTOS
Há séculos, mentes inquiridoras têm demonstrado seu interesse sobre o significado da vida. O reconhecimento de que ela, a vida, não consiste apenas em comer, beber, dormir, em sexo e em posses. Mas o que é esse significado? Podemos algum dia encontrá-lo? As muitas perguntas sem respostas tornam o homem um ser que busca. Buscar significa “questionar”, abandonar todas as posturas rígidas, tornar-se flexível, fazer uma abertura interior para acolher, sem preconceitos, ideias novas e inusitadas.

É difícil satisfazer essa exigência de abertura mental, mais do que normalmente se pensa. Facilmente sucumbimos à tendência de fixação no conhecido e no habitual. Tudo o que é o novo desencadeia medo e mobiliza os mecanismos de defesa. Assim, muitos pensamentos e afirmações provocarão alguma resistência. Ninguém abandona com facilidade os seus queridos clichês e convicções para substituí-los por critérios novos. Contudo, é isso o que temos que fazer: abrir nossa mente, nosso espírito, colocar para baixo nossas defesas, se quisermos que a evolução e a expansão da consciência seja um objetivo a ser alcançado.
Texto extraído do site Teoria da Conspiração.


sábado, 8 de março de 2014

Exercício de Percepção e Intuição - A Cobra Tuqemoni

Bom, a percepção é um dos dons mais desejados dentro do mundo mágico. Perceber auras, perceber as energias das pessoas e dos ambientes ao nosso redor,etc é algo que muitos sonham em dominar. Todas essas bonécias são muito desejadas por vários buscadores.

A cobra, como já falamos antes ( PARTE I, II e III ), vê, praticamente com a língua. É um animal de muita 'intuição' e consegue perceber os ambientes à sua volta com perfeição, tanto que na maioria das vezes, seus botes são perfeitos, fazendo com que dificilmente sua presa consiga escapar;

O exercício que proponho à vocês hoje, é justamente para que consigamos saber o que ocorre à nossa volta, só através da percepção sensitiva, mental, sem o subsídio da ferramente física da visão e nem do toque ( ao menos não o físico).


domingo, 2 de março de 2014

A importância do Questionamento - Lutando Contra o Ego

O insight de escrever este texto me veio por ver pessoas sendo enganadas e sendo feitas de idiotas por indivíduos que são grandes portadores de lábia e fazem as pessoas acreditarem em qualquer coisa que sai de sua 'boca sagrada dos Deuses '. Mas também para alertá-las sobre elas mesmas e o perigo que há em guardar suas dúvidas e fazer algo sem esclarecê-las. Bom, vamos lá.

No meio mágico, nos deparamos sempre com pessoas que dizem-se mestres, que conseguem flutuar e até mesmo falar cara a cara com Deuses. Ok, na magia tudo é possível, mas vamos mesmo aceitar algum boato sem ter prova alguma? Sem fazer questionamento nenhum?

Quando começamos na magia, encontramos os mais variados tipos de pessoas, há aquelas que são estudantes e que só falam o que leram, há os' mestres ', que se preocupam mais com falar bonito do que com passar seus conhecimentos, há aqueles que só estão lá para fazer intrigas, há os empresários natos ( como acompanhei n'uma discussão bastante acalorada nesses dias-ri muito, por sinal), resumindo, há uma diversidade colossal de personalidades e objetivos nesse mundo mágicko.

sábado, 1 de março de 2014

Os Doze Trabalhos de Hércules e a Iniciação

“Hércules é o herói que alegoriza o Homem Autêntico – o Auto realizado. Somente o Herói Solar pode realizar tal tarefa, valente e destemido, onde vive a personificação do Cristo Íntimo.”

Ao estudarmos as narrativas de Hércules e seus Doze Trabalhos, inclusive correlacionando-os com a passagem através dos Doze Signos do Zodíaco, podemos abordar a questão do ponto de vista do aspirante espiritual ou iniciado, individualmente, ou do plano da humanidade como um todo.

As provas a que Hércules se submeteu podem ser enfrentadas por milhares de indivíduos que trilham o caminho do desenvolvimento espiritual consciente e da iniciação.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Instrumento Mágico mais Importante

Muitos que trilham o caminho da magia, principalmente aqueles que estão encetando agora a busca da verdadeira vontade fixam-se muito em alguns aspectos da prática magicka. Geralmente quando começamos a estudar, quando começamos a conhecer esse novo mundo, quando começamos a tirar o véu de ísis de seus olhos, não possuímos ainda muito conhecimento sobre o simbolismo dos instrumentos. 
A maioria dos livros cita, logo de início, que o mago deve possuir um bastão mágico, uma espada, um cálice e outros milhões de instrumentos que serviriam para melhorar nosso trabalho magístico. 

Porém, estes servem apenas para que  nossa mente racional, atribua simbolismos àqueles instrumentos e nós fiquemos mais inteirados do que ocorre no ritual, ficando com a mente subjetiva e a mente objetiva concentradas naquilo. Sem o instrumento físico, material, nossa mente objetiva seria menos induzida a se focar totalmente no ritual, como se precisássemos de algo '' DE PESO " para que nossa mente racional possa entender que aquilo é de verdade.

Mas analisemos bem o uso desses instrumentos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Projeção Astral - Memorização, Dicas e Técnicas

Agora, comentaremos sobre uma técnica para se induzir uma viagem astral com consciência. Antes de mais
nada, ressaltamos que cada um deve usar o método ao qual mais se adaptar, ou, até mesmo, criar o seu próprio. A técnica que usamos é bem conhecida e possui variações, mas indicarei somente como nós aplicamos a Técnica da Esfera Dourada
Primeiramente, devemos nos deitar de barriga para cima, em lugar confortável e silencioso. De olhos fechados, busca-se um relaxamento, respirando-se de forma profunda e suave, inspirando pelo nariz e expirando também pelo nariz. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Tarô, Sensibilidade e os Arcanos Vivos

Hoje em dia fala-se muito em previsões do futuro, em adivinhação, etc, e um dos métodos mais usados atualmente é o tarô ou tarot. Várias pessoas ganham o dinheiro para sustentar-se através da "venda" de suas leituras, outras gerenciam workshops ensinando tal técnica ou a ''real forma de tiragem''.

Para resumir, " o tarô abre muitas portas". Toda esta visibilidade fez com  que o tarô chegasse a todos os lugares , com isto, surgiram muitos ditos buscadores que sonham em decifrar e entender o que os arcanos dizem, seja para lucrar (tem um texto no blog falando sobre cobrar por consultas, para acessa-lo clique AQUI ) com a leitura ou para qualquer outro fim.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ordálias, Moedas e Consagrações

Texto extraído do site Teoria da conspiração, que clarificará bem a ideia do que são as Ordálias. Se você é alguém que verdadeiramente quer seguir o caminho mágico, leia este texto! Você precisa saber onde está entrando e o que enfrentará.

Estou bem feliz com o alto nível dos comentários; acho que seria o caso de abrir alguns Posts para as perguntas mais pertinentes ou que dariam respostas mais longas para debatermos.


Mglls disse: Oi Marcelo essas “Ordálias” chegam a nos levar p/a Noite Negra da alma, fazem um tsunami em nossas vidas???? isso é muito cruel….quantos impedimentos …tô chocada…eu estava em busca de conhecimento e os meus exs-irmãos diziam “Cuidado voce está mexendo nos Mistérios de Deus” ele vai tocar no que vc mais ama…e…tocou mesmo e agora depois de tres anos de sofrimento abro mão do conhecimento e gostaria muito de voltar no tempo essa busca custou a minha familia e é muito triste pq a minha intenção era compartilhar, ajudar as pessoas a deixarem de viver como gado…pq eu não costumava comer de tudo que era servido eu examinava, pesquisava e via que nem tudo era comestível e me entristecia de ver as pessoas nem se preocuparem com o que estavam comendo, simplesmente engoliam e inclusive eu era discriminada nesse meio porém eu não me importava, e quando alguém necessitava de esclarecimento eu ajudava…ah se eu soubesse. Por favor tem como reverter essa situação e reaver o que foi perdido????? e na Biblia tá escrito “Aquele que é de Deus o Maligno não lhe toca”???? 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Magia Branca e Magia Negra

Euclydes Lacerda de Almeida – “Coletânea Thelêmica”, Ed. Bhavani

‎”Magia não produz milagres e nem promete ‘salvação’. A Magia também não funciona para ajuda-lo a conquistar a mulher do próximo, ou fazer chover, ou dar demonstrações circenses, como quebrar copos à distância ou dominar pessoas mentalmente. Nós nada temos a ver com aqueles que querem conquistar a mulher do próximo, ou o marido da próxima. Existem outros meios bem mais eficazes para estas coisas mundanas do que o uso da Sagrada Magia – meios muito mais eficientes e não “ocultos”. Tudo isto, para nós, está classificado como Magia Negra, e da pior espécie, diga-se de passagem….

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Projeção Astral: Utilidades e Descaminhos

Muitas pessoas falam sobre projeção astral como um assunto dos mais interessantes do meio espiritualista, porém, em diversos casos, enfocando questões menos importantes, que reduzem o fenômeno ao nível da mera curiosidade. Acreditamos que sair do corpo deva ter finalidades maiores, praticando-se o altruísmo e buscando-se aprendizados.

Ao nos projetarmos do corpo físico, de forma lúcida, no veículo astral, a princípio nos proporciona uma expansão da consciência, porque temos a experiência de viver fora da matéria densa enquanto encarnados. É algo muito relevante sentir como a nossa consciência é independente do corpo material. Isto é bastante marcante quando ocorre de estarmos lúcidos fora do veículo físico, por exemplo, no quarto onde dormimos habitualmente, podendo-se ver o próprio corpo em repouso na cama, enquanto se está desperto nas proximidades.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cristais - A Adivinhação com as Pedras - Parte V (Final)

Se este é o primeiro texto sobre cristais que está lendo por aqui, você perdeu muita coisa. Aconselho que veja estes textos primeiro:
- Os poderes das Pedras ( parte I)
- As Energias das Pedras ( Emissoras e Receptoras )  ( parte II )
- A Limpeza Energética das Pedras  ( parte III )
- As Pedras Falam! ( parte  IV )
Mas então... Vamos ao que importa nesse texto.

A divinação é um processo mágico que utiliza diversos instrumentos para prever o futuro. O uso das cartas do Tarô é uma dessas formas, assim como observar as nuvens do céu ou os desenhos formados pelas folhas de chá no fundo de uma xícara. Para aqueles de nós que são incapazes de ser sensitivos conscientemente quando há necessidade, a adivinhação é o melhor que existe. Enquanto estamos fazendo magia, focalizamos nossa mente consciente nos símbolos apresentados e deixamos que eles contatem nossa mente sensitiva.
Os símbolos - moedas, runas, gotas de chuva na vidraça - são simplesmente chaves para abrir nossa percepção extra-sensorial.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Aprendiz de Feiticeiro


Quem leu Harry Potter, o famoso aluno de magia, talvez não saiba o quão famoso era o personagem anônimo de “O Aprendiz de Feiticeiro”, protagonista de um poema do século XVIII, escrito pelo alemão Johann Wolfgang von Goethe. Mas J.K. Rowling não foi a única a inspirar-se neste personagem, como disse Neil Gaiman: “o arquétipo do jovem feiticeiro tem vários outros precedentes na literatura”.

Em 1897, um compositor francês chamado Paul Dukas resgatou o poema de Goethe em um poema sinfônico intitulado “L’Apprenti Sorcier“. Quatro décadas depois, sob influência tanto do poema de Goethe como na obra de Dukas, Walt Disney elaborou a conhecida sequência do filme Fantasia, onde Mickey é representado como um aluno de magia. Nem o escritor brasileiro Mário Quintana escapou dos “feitiços” desta obra.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Alguns Conselhos Básicos e fundamentais ao Buscador em Magia

Desde que colocamos pela primeira vez nossos pés para fora da barriga de nossas mães, somos bombardeados por informações sobre religiões, sobre o que é certo e errado, sobre o que faz parte do bem e sobre o que faz parte do mal. 
Na maioria das vezes não temos escolha e seguimos o que nos é dito que é o correto, já que somos ''incapazes de pensar direito''.

Entramos no mundo sem personalidade, seguindo muitas vezes uma religião ou uma ideologia que nos foi imposta por nossos pais ou por qualquer outro responsável que tira seu direito de escolha por ''estar lhe protegendo dos perigos do mundo''. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cristais - As pedras falam! - Parte IV

Vamos por partes. O primeiro texto ( aqui ), falou sobre os poderes que as pedras possuem, o segundo ( aqui ), tratou sobre os tipos de energias que estão presentes nos cristais e o terceiro ( aqui ), foi um exercício de como limpar estar pedras. Neste texto, o  IV da série, vamos falar da história que existe em cada pedra, aprender COM ELAS o que as próprias podem fazer, só através de alguns exercícios. Aproveitem.

É melhor começar a conhecer as pedras antes de usá-las em magia. Familiarizar-se com elas faz com que se possa utilizar seus poderes. Depois de ter-se sintonizado com uma ametista, por exemplo, você desenvolve um "conhecimento mágico" com relação à tal pedra. Trata-se de um verdadeiro instrumento, além de ser uma das três exigências da magia.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei

O dicionário Webster classifica religião como “o serviço e veneração a Deus ou ao sobrenatural; um conjunto de leis ou um sistema institucionalizado de atitudes religiosas, crenças e práticas; a causa, princípio ou sistema de crenças efetuada com ardor e fé”. Ele também coloca a palavra Ritual como sendo “uma forma estabelecida de cerimônia; um ato ou ação cerimonial; qualquer ato formal ou costumeiro realizado de maneira seqüencial”.

Porém, nenhum dicionário vai conseguir dar a vocês a verdadeira definição de Magia. Magia é um processo deliberado no qual eventos do desejo do Mago acontecem sem nenhuma explicação visível ou racional. Os católicos/evangélicos chamam estes eventos de Milagres quando são produzidos por eles e de “coisas do demônio” quando são produzidos por outras pessoas. As religiões ortodoxas acabaram presas em uma armadilha que elas mesmas criaram a respeito dos rituais e da magia.

Meditação da Vela.

O exercício a seguir será descrito em termos de uma chama da vela. Você deve procurar uma vela e fazer isso com uma chama de vela real, como a chama faz um excelente trabalho de tirar sua atenção. Se você é incapaz de fazer isso, substituir a chama na seguinte descrição para o objeto focal de sua escolha.  Pegue uma vela. Em um quarto escuro e silencioso, coloque-a em algum lugar livre da desordem, assim você não se distrai facilmente enquanto medita. Acenda a vela e, em seguida, sente-se confortavelmente a um ou dois metros de distância da vela. Relaxe o corpo e a mente, tanto quanto possível, e veja a chama da vela. Não forçar seus olhos enquanto se concentra na chama da vela, pois o foco é feito em sua mente e não em seus olhos. Limpar todos os seus pensamentos e concentrá-los apenas na chama. Quando os pensamentos vêm a sua mente, ser passivo para com os seus pensamentos, permitindo-lhes passar sobre você e através de você,

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cristais - A Limpeza Energética das Pedras - Parte III

Veja também a Parte I (AQUI) e Parte II (AQUI )
As pedras estão expostas a uma grande variedade de energias antes de chegarem às suas mãos. Para usá-las em magia, muitos profissionais efetuam uma limpeza ou purificação. É um processo simples, que remove influências passadas da pedra, deixando-a pronta para o uso. É aconselhável fazê-lo com cada uma delas. As únicas exceções são aquelas que você mesmo coletou, a menos que as tenha encontrado próximas a uma instituição militar, uma rodovia ou terra poluída. Existem vários métodos de purificação.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A Cruz Cabalística

 Praticamente toda cerimônia esotérica ou ritual de magia começa com a limpeza do ambiente onde se vai operar. Da mesma maneira que um médico não vai fazer uma cirurgia em um local contaminado, um magista não fará uma cerimônia em um ambiente astralmente sujo.
Um dos rituais mais importantes de todos, se não for “O” mais importante de todos, é o chamado Cruz Cabalística. É este ritual que demarcará no Plano Físico, espiritual, emocional e mental os limites do trabalho magístico e da vontade do mago naquele momento.

A Cruz Cabalística serve como elo de ligação entre o Magista e o Universo, buscando energias de todas as sephiroth para abastecer todos os rituais que serão realizados em seguida. Provavelmente este será o post mais importante que escreverei este ano.

Ritual Gnóstico do Pentagrama

 Um outro exemplo da aplicação da música no ocultismo e vice-versa é o Ritual Gnóstico do Pentagrama. Esta é uma das práticas essenciais e básicas da IOT(Illuminates of Thanateros) e é uma adaptação dos tão já conhecidos Ritual Menor do Pentagrama / Ritual do Pilar do Meio (Golden Dawn/OTO)… 

No RGP primeiramente a intenção é a libertação de qualquer simbolismo pré-existente, afim de que o magista possa entrar em contato com o Self e assim obter o sucesso desejado em qualquer operação mágica.Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras ). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma vogal e devecausar uma sensação específica no momento de sua entoação. As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica conhecida como pranayama).

Ritual Menor do Pentagrama ou "RMP"

O Ritual menor do pentagrama foi criado pela “Golden Dawn”, uma ordem de estilo Maçônica/Rosacruciana com graus e iniciações. Esta Ordem foi devotada ao estudo da magia cerimonial ocidental e ao estudo do oculto, passando por estudos de Kabbalah, de Tarot, Tattwas (símbolos que representam os cinco elementos), viagem nos planos, entre outros. Apesar de não ter tido uma vida muito longa, esta ordem foi a base para a maioria das ordens mágicas conhecidas hoje, e teve entre seus membros os maiores expoentes da magia da época, S.L. MacGregor Mathers, Aleister Crowley, Austim Osman Spare, Israel Regardie, Dion Fortune, W.B. Yeats, entre outros tantos. Este ritual era o primeiro a ser ensinado a seus membros, ainda neófitos. Isto porque ele o introduzia a invocação, e servia como meditação, centralização e proteção. Este ritual é utilizado por várias ordens hoje em dia, e possui grande número de variações.