Então pessoal, este é o terceiro e último texto da série sobre o resumo da história da astrologia. Se você está aqui mas não leu os outros textos é importante que os leia para uma melhor compreensão. Aqui estão eles:
- Um breve Passeio pela História da Astrologia – Da Mesopotâmia a América Central – Parte I
- Um breve Passeio pela História da Astrologia – Da Grécia ao Ocidente Medieval – Parte II
A astrologia viveu um momento de
grande prestígio durante o Renascimento. O número de astrólogos não parou de
crescer e todas as pessoas, da alta sociedade às grandes massas, acreditavam na
predição dos astros.
Em relação aos métodos, parece
que pouquíssimos aspectos na correnta árabe-latina eram diferentes daqueles da
Idade Medieval. No entanto, surgem pensadores que seguiam as ideias de
Ptolomeu, que criticam o pensamento árabe e fazem
uma “reforma” na astrologia,
seguindo a linha das obras de Kepler.
Uma guinada importante no
pensamento renascentista foi a derrubada de da teoria geocêntrica por Nicolau
Copérnico, mudando a ideia de que não é a Terra o centro do Universo, mas sim o
Sol, de maneira que a Terra e outros planetas orbitam em torno dele. Apesar de
a astrologia continuar fortemente ligada ao geocentrismo, essa mudança não fez
com que a crença nas predições dos astros desaparecesse.
Inclusive, o próprio
Copérnico acreditava nas influências plantarias. Da mesma forma, tycho-Brahé –
mestre de Kepler – não foi somente um astrônomo de renome, como também um
astrólogo convicto na prática da elaboração de horóscopos. Como afirma Martha
Pires: “É do ponto de vista da terra que percebemos os movimentos celestes. É
da Terra que fazemos nossos referências e plasmamos infinitudes’.”
Na Renascença, poucos pensadores
realmente condenavam a astrologia, e quando o faziam, a motivação era
científica, e não religiosa.


