segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A Solidão no Ocultismo - Reflexão sobre o arcano IX.

A solidão eremítica – Uma reflexão sobre o arcano IX.

“[...] A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração. [...]”

Trecho da música Solidão de Alceu Valença.


Você que resolveu ler este trabalho, que passou da citação e ainda continua a sua leitura. Você é um ser solitário. Sim? Não? Veremos.

Este tema é de extrema importância hoje por uma questão do ser-solitário, comum atualmente e por uma questão social, talvez o espaço não seja suficiente para abranger o quão grande é o objeto de que se fala, mas me esforçarei para que o texto transcorra de forma concisa e coesa. À medida que passamos à frente no trabalho, notaremos como este assunto relaciona-se ao arcano IX, o Eremita, e com a vida do buscador em esoterismo.

A solidão assola, hoje, a maioria da população, notamos muito bem isto com dados de pesquisas na área de psicologia e psiquiatria à respeito dos diagnósticos de fobia social, depressão, entre outras ideações patológicas. Como nos diz o significado do dicionário solidão é o estado do que está só e atualmente nesta era em que permeia e tem significância apenas o contato (entre aspas) virtual não podemos afirmar que há uma solidão em massa?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Sobre Rituais de Bruxaria Medieval - Parte II (Final)


Parte I disponível AQUI
Retomemos um momento à questão dos rituais. Não resta quase dúvida quanto à antiguidade de grande parte deles. Eles podem ser encontrados no Grimoire e em Tritêmio; pesquisando as páginas de Virgílio e Hesíodo, parece-nos encontrar as origens das mesmas fórmulas. Examinando O livro dos Mortos, nos deparamos novamente com eles no antigo Egito. Nas confissões de Isabel Goudie e de outras bruxas do seu círculo, aparecem formas modificadas e mutiladas dessas mesmas fórmulas, ainda reconhecíveis; o mesmo acontece com o círculo de Kinross e com o de North Berwick, e com muitos outros. 

E ainda hoje, entre os ciganos, muitas das antigas fórmulas são usadas, se tivermos a sorte de os encontrar com disposição para falar sobre o assunto, o que é muito raro. Charles Godfrey Leland conseguiu algumas e as preservou. Mas o próprio fato de estarem tão modificadas indica um ponto notável, isto é, que a precisão da cerimônia não é essencial, nem tampouco a compreensão dela. Há certas coisas que eles fazem. 
Tomam imagens de cera, fazem nós com um fio preto, molham um trapo e batem nele, ou deixam-no secar; recitam também certas palavras que, em muitos casos, tornaram-se mera algaravia sem significado (mas sempre, é bom lembrar, com certa rima e ritmo). 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sobre Rituais de Bruxaria Medieval - Parte I

[Texto extraído do livro O Feiticeiro e seu Aprendiz - Escritos herméticos desconhecidos. Escritos de Samuel Liddel MacGregor Mathers, John William Brodie-Innes. Organização e introdução de R. A. Gilbert. Título original do texto: Rituais de bruxaria]

Ao estudante da bruxaria medieval apresenta-se continuamente a questão: o que faziam, precisamente, as bruxas? O que usavam para produzir os efeitos atribuídos às suas conjurações? Além disso, qual era o seu modo de ver o mundo? Descontando os charlatães e os impostores, dos quais acredito que a Idade Média poderia apresentar safra tão abundante quanto a dos tempos modernos, o que pensava o genuíno bruxo, a bruxa, ou aqueles que se consideravam tais, sobre si mesmos e a respeito de sua arte e poderes? Quais eram, enfim, as suas experiências?

Os relatos de suas vítimas são apresentados nos julgamentos com pormenores suficientemente amplos. Os rituais, em grande parte, podem ser reconstituídos. Alguns são fartamente expostos no Grade Grimoire e registrados por Tritêmio e outros. As confissões de bruxas conhecidas, notadamente as de Isabel Goudie, que são talvez o mais fértil depósito de fórmulas medievais, provam que os rituais mais antigos ainda eram praticados no século XVII. Mas as adulterações e omissões indicam terem eles sido transmitidos oralmente e repetidos, de cor, com escassa compreensão de seu significado. Antes, podem, que possamos entender a bruxa como pessoa viva e palpitante, devemos saber, não só o que ela dizia e fazia, mas o que ela pensava disso. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Exercício de Intuição para melhorar a Conexão com seu Oráculo

Intuição: s.f. Capacidade para entender, para identificar ou para pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, de conceitos racionais ou de uma avaliação mais específica. (Etm. do latim. intuitio.onis)

"Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é a intuição" - frase atribuída a Albert Einstein (1879-1955).

A ideia de escrever o texto surgiu simplesmente devido à vontade de escrever sobre o tema; um insight que somou-se à memória da leitura de um livro no qual consta técnica parecida com a que citarei adiante. O procedimento talvez seja um pouco complicado, e exija uma dedicação aplicada para que os resultados sejam alcançados, mas, se o leitor estiver acostumado com a prática de exercícios mágickos, com certeza não importar-se-á com o tempo, mas sim com o fruto que será obtido.

O título do texto fala de conexão com seu oráculo e, mesmo que este transcorra falando sobre tarô, nas considerações finais o leitor entenderá a prática e o título. Como habitual, espero que o texto fixe-se em suas mentes e que muitos possam beneficiar-se de tal gnose. Vamos lá.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O Simbolismo da Coruja através dos Tempos - Parte II (Final)

Nota: Para uma melhor compreensão do texto que se segue é interessante a leitura prévia do Texto I (clique aqui).


A Coruja nas mais diferentes Culturas
África do Sul: A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade.

Argélia: A crença diz que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo, fará com que ela conte segredos.

Austrália: Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego.